Planejamento Odontológico

A Importância do Planejamento Odontológico

Planejamento Odontológico

CONQUIST ODONTOLOGIA  | 26/01/2022 | ⌛️ 5MIN.

Quando se fala em saúde bucal, é fundamental iniciar por um bom planejamento odontológico para que se tenha maior eficiência e qualidade no tratamento, atendendo todas as demandas, necessidades e também as expectativas do paciente.

Por que é fundamental iniciar pelo Planejamento Odontológico?

Grande parte dos pacientes que chegam ao consultório nunca receberam um planejamento odontológico completo e a maior parte dos tratamentos que realizaram pela vida foi sendo feito de forma aleatória, o que, na maioria das vezes, resultou em insatisfação, prejuízos, e muitas vezes, até traumas. Por isso, é importante passar por todas as etapas necessárias à execução do mesmo.

Vantagens ao realizar o Planejamento Odontológico

Existem muitas vantagens ao realizar o planejamento odontológico antes de iniciar o tratamento, muitas vezes os pacientes estão mais focados no orçamento do tratamento, imaginando na maioria das vezes, que existe apenas uma forma ou caminho para a realização do mesmo.

Porém, vários são os caminhos e os formatos de tratamentos. Por isso, faz-se necessário um bom diagnóstico, exames clínicos e complementares antes que o tratamento se inicie. A partir daí, com todas as informações em mãos, o profissional avaliador fará seu Planejamento Estratégico.

Como são as etapas do Planejamento?

O planejamento, normalmente é feito pelo dentista Clinico Geral, que irá definir as metas, procedimentos, protocolos de atendimentos e a sequência mais apropriada para o tratamento. A falta de um bom planejamento poderá conduzir a prejuízos e insatisfações com o tratamento como dito anteriormente.
Basicamente o Planejamento constitui-se de 3 fases: Preparação, Manutenção e Preservação.
PREPARAÇÃO: controle da dor, das urgências, controle de placa bacteriana, adequação do meio bucal, restaurações provisórias, orientações e tratamento básico da gengiva;
MANUTENÇÃO: raspagem, extrações, tratamento de canais, preparo para a confecção das próteses, reabilitação geral através das restaurações e próteses, instruções sobre saúde bucal e prevenção;

PRESERVAÇÃO: prevenção, manutenção e consultas periódicas para novas avaliações.


E quais são os objetivos do Plano de Tratamento?

Quais são as etapas do Plano de Tratamento?

  • Dar uma visão panorâmica e integrada sobre o tratamento;
  • Conhecer o estado de saúde geral do paciente;
  • Saber qual a sua queixa principal;
  • Conhecer o resultado que ele almeja para a tratamento;
  • Examinar e avaliar as disfunções e todos os problemas bucais;
  • Estabelecer as opões de tratamento que o paciente terá;
  • Montar os protocolos clínicos de atendimento;
  • Estabelecer as prioridades e sequência de tratamento para cada dente;
  • Eliminar as urgências e emergências, tais como dor, inflamações ou
    focos de infecção;
  • Avaliar riscos e benefícios de cada tipo de tratamento proposto;
  • Orientação em prevenção oral e periodicidade do tratamento;
  • Conhecer as especificidades clinicas do paciente;
  • Conhecer as necessidades e expectativas do paciente;
  • Definir o tempo que será investido por sessão e número de sessões
    necessárias ao tratamento;
  • Oferecer orientação técnica, clara e didática sobre os procedimentos a
    serem realizados.


Mesmo que cada caso tenha as suas particularidades, é comum que o plano de tratamento odontológico sigas as etapas da consulta inicial, tratamento de urgências, periodontia (tratamento da gengiva), endodontia (tratamento dos canais), cirurgias, restaurações, ortodontia e reabilitação com próteses ou implantes, mais ou menos nesta sequência.


Na Consulta Inicial serão coletados dados específicos do paciente, tais como:

  • Sua identificação pessoal e peculiaridades;
  • Sua principal queixa;
  • A história do seu problema atual;
  • Seu histórico odontológico e médico;
  • Seus antecedentes familiares e genéticos;
  • Seus hábitos nocivos e de higiene bucal;
  • Suas expectativas e objetivos.


E, assim montaremos o Prontuário, onde constarão:

  • Identificação do(s) profissional(is);
  • Identificação do paciente;
  • O Plano de Tratamento;
  • As receitas e atestados
  • Os exames complementares, tais como Raios-X e modelos de gesso;
  • A Ficha Clínica, constando a evolução do tratamento.


Claro que sempre haverá situações com diferentes graus de complexidade indo de baixa a alta e, em cada caso, o nível de planejamento requerido será diferente.
O Dentista Planejador começa sempre com um resultado que pretende em mente fazendo então um planejamento reverso daquilo que pretende obter, mostrando sempre ao paciente de forma clara, didática e eficaz a importância do seu
comprometimento com o tratamento, seguindo com disciplina tanto no que se refere às orientações recebidas como a assiduidade às consultas.


Uma boa avaliação e planejamento dependerá também de uma larga experiência e vivência do Clinico Geral ou especialista avaliador, pois tal vivência é que lhe dará melhor discernimento e perspicácia na escolha, junto ao paciente, do melhor caminho a ser seguido para o tratamento mais organizado e eficiente, levando sempre em conta desejos, expectativas, possibilidades e disponibilidade financeira do paciente no momento.


Assim, o Planejamento Odontológico é passo imprescindível para que o tratamento seja conduzido de forma mais confortável, lógica e eficiente, ajudando também a facilitar o entrosamento do profissional e cliente, o engajamento e conscientização do paciente ao tratamento e, consequentemente levando a resultados mais satisfatórios, duradouros e estáveis tanto para o profissional quanto ao paciente.

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